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Porque ser o Galo Doido
As razões pelas quais mantemos a sanidade em dia
para suportar a loucura de ser Atleticano.

Um dos maiores Atleticanos de todos os tempos, o saudoso Roberto Drumond, eternizou em sua crônica um exemplo clássico do temperamento alucinado do ser atleticano. Ele, com sua singularidade ao traduzir o torcedor do Galo, o comparou a uma espécie de Dom Quixote que luta contra o vento em defesa de nosso manto sagrado: a camisa do nosso clube. Exemplo como esse criado pelo Drumond, abre uma galeria de razões de sermos tão "irracionais" na lógica biruta de torcer por um time de futebol.

O comportamento da torcida do Galo sempre se mostrou incoerente, no bom sentido, como todo apaixonado, como que num dia rasga a bandeira, no outro a carteirinha e faz juramentos de não mais ir a campo, mas sempre são descumpridos. Sempre voltamos atrás. Isso não quer dizer que em nosso âmago, em nossos códigos de honra não estamos sempre dispostos a voltar a trás por qualquer coisa. Não viramos casaca. Não deixamos de ser atleticanos por nada. Mas, nossos atos, por mais insanos que sejam são só compreendidos por aqueles que possuem a mesma patologia: Amar o Galo!

Quantas vezes eu me vi fazendo doideiras do tipo, ir debaixo de chuva na geral em plena quarta-feira ver o time jogar. Gritar muito além do que as minhas cordas vocais poderiam suportar e arrasar minha voz. Delirar, sem precisar usar nenhum tipo de droga, com o coro da massa ao cantar o hino mais belo dos estádios do mundo.

Figuras como o uruguaio Oliveira, Marcio "Paulada", Ortiz, Paulinho "Kiss" e o lendário Olavo Leite "Cafunga" Bastos, cada um na sua proporcional loucura, souberam expressar um certo jeitão que nos dias de hoje seriam chamados de Galo Doido. Agora, francamente, com todo o respeito, a enorme torcida atleticana comunga da idéia de que o maior e mais fiel exemplo desse "jeitão" de ser Doido pelo Galo é o nosso Alexandre Kalil. Pois, diga-se de passagem, vem mostrando com suas atitudes apaixonadas, às vezes além da conta, que pra defender as cores do clube tem que bater de frente com a triste realidade vigente do futebol. Pessoas assim são muitas vezes chamadas de loucas, às vezes por gente mais doida ainda.

Quer coisa mais doida que ouvir a Galoucura gritar "Doido, doido, Galo Doido"! Portanto meu caro Roberto Drumond, pode ficar tranqüilo ai de cima de onde tenho certeza absoluta de que você deve estar tomando seu chopinho na Savassi aí do Céu provando que ele é preto e branco. Continuaremos aqui mais loucos do que nunca, sempre torcendo contra o vento enquanto tiver uma camisa do Galo pendurada no varal durante uma tempestade.

Saudações Atleticanas!

Dudu - Galo Doido

*Esse artigo foi publicado na "Revista do Galo"

 




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